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Perguntas e Respostas



Gerais

Desde que a atual gestão do SAAE assumiu a frente da autarquia, em 14 de setembro de 2017, o foco principal é a transparência nas ações e o assunto prioritário é o abastecimento de água da cidade. 

Uma das causas da falta de água local em Guanhães é a acentuação do período de estiagem e consequente, redução da vazão do manancial de abastecimento do SAAE Guanhães, a saber Ribeirão Graipu. O SAAE vem trabalhando incansavelmente para adequar a realidade atual da cidade com as demandas reprimidas do sistema, uma delas, a necessidade de ampliação e/ou construção de captação de água.

O Plano Emergencial para Seca e Estiagem Prolongada com todas as ações a curto, médio e longo prazo, pode ser visualizado na íntegra no site do SAAE Guanhães: www.saaeguanhaes.com.br.

As ações em curto prazo incluem campanhas educativas, além da ampla divulgação através de palestras, entrevistas nas rádios locais, e busca de parceiras entre os órgãos competentes para o desenvolvimento das ações (Prefeitura Municipal de Guanhães e suas secretarias, poderes legislativos e judiciários, Ministério Público, comerciantes, produtores rurais, associação de bairros e a comunidade de forma geral).

No controle de perdas, o SAAE vem aperfeiçoando os atendimentos de reclamação voltados para vazamentos, investindo em educação sustentável e inspeções nos prédios públicos para redução de consumo. Investimentos em tecnologia são realizados através do mapeamento e cadastro das redes de água e esgoto e em Sistema de Telecomando para acompanhamento em tempo real do sistema de distribuição do SAAE Guanhães, o que garante intervenções rápidas reduzindo as perdas do sistema de água (desperdício).

Outra ação em curto prazo é a reforma e adequação da Unidade de Tratamento de Resíduos (UTR). Será implantado sistema de recirculação da água de lavagem dos filtros das Estações de Tratamento de Água (ETA 1 e ETA 2). A quantidade de água utilizada diariamente nesse processo representa um volume considerável que, atualmente, é descartada nos rios.

Direcionando toda essa água para a UTR, ela poderá retornar para o tratamento, reduzindo ainda mais as perdas e aproveitando grande parte da água. Nossa expectativa é de retornar cerca de 5 Litros/segundo, o que equivale a 432.000 litros em 24 horas, aumentando em aproximadamente 8,5 % da vazão ofertada atualmente.

Como Solução Alternativa de Abastecimento Público, poderão ainda ser integrados no Sistema de Abastecimento de Água do SAAE Guanhães, os poços artesianos disponíveis, com aumento na produção de água potável na ordem de 13,5 litros / segundo, o que significa aproximadamente, 22,5% do volume de água disponível atualmente.

Caso seja necessário, utilizaremos o abastecimento via caminhão pipa em localidades consideradas prioritárias, regiões críticas e desabastecidas como escolas, creches, presídio, unidades de saúde, dentre outros.

Para assegurar a publicidade e informações aos usuários quanto às possíveis interrupções do abastecimento de água, poderá ser elaborado e divulgado, o Plano de Racionamento. Como medidas a médio e longo prazo, estão os investimentos em programas de revitalização da bacia do Ribeirão Graipu, bem como ampliação do sistema de produção de água do mesmo, através da construção de nova(s) barragem(s) ao longo do seu trecho. A construção de uma nova captação de água no Rio Corrente Canoa, com vazão de 100 litros/segundo, daria um horizonte de projeto de aproximadamente 20 (vinte) anos para o município de Guanhães.

Racionar água não evita a seca. A seca é um fenômeno natural. Iniciar um racionamento de água quando o manancial ainda apresenta capacidade de produção de água suficiente para abastecer o município é uma medida que não irá trazer benefícios, uma vez que alarma a população e gera insegurança desnecessária. Devemos valorizar nesses momentos, o uso racional e consciente.

Não temos como armazenar a água que ficaria disponível. Portanto, esse recurso ficaria desperdiçado. As manobras do sistema de distribuição visando o racionamento da água disponível só são justificáveis quando há falta eminente da água.
Nesses momentos, a escassez da água justifica que ela seja distribuída a toda população de forma igualitária. Afinal, racionar é justamente distribuir de forma justa qualquer recurso que se torne escasso durante um período de tempo.

Nos momentos mais críticos, sempre orientamos a população a utilizar de forma racional e evitar o armazenamento de grandes volumes de água. É preciso compartilhar com a parcela da população que não tem como armazenar água. Pessoas que residem em locais naturalmente privilegiados pelo abastecimento, devem pensar no racionamento e no atendimento das zonas críticas. Essas pessoas também merecem receber água em quantidade mínima para suas necessidades básicas.

O SAAE já conta, desde março de 2018, com um projeto para captação de água em outro manancial, a saber, Rio Corrente Canoa. O projeto contempla uma captação a fio de água, com extensão de aproximadamente 14 quilômetros, previsão de 24 meses para construção e valor em torno de R$ 14 milhões. O horizonte do projeto é de 20 anos com captação prevista para 100 Litros/segundos.

A escolha do Rio Corrente Canoa foi feita mediante estudo prévio que indicou o mesmo como sendo o mais apropriado para a nossa realidade, considerando a expansão do município nos próximos anos. O estudo concluiu que seu porte justifica o investimento e traz uma segurança maior ao município em termos de abastecimento de água.

As obras só podem ser iniciadas depois de vencidas as etapas de disponibilidade financeira, licenciamentos ambientais e emissão da outorga por parte do órgão ambiental competente. Os procedimentos de outorga, bem como licenciamento ambiental, já foram iniciados.

A Lagoa Grande pertence à bacia do Rio Corrente Canoa, porém, a captação diretamente na lagoa não abasteceria o município de Guanhães. Acreditamos que o Rio Guanhães é a captação para um futuro ainda mais distante, pois se trata de um rio de vazão maior, mas os investimentos para captar no mesmo seriam ainda maiores que no Corrente Canoa, bem como o tempo de execução da obra. 

Não. No momento, o SAAE Guanhães está buscando esses recursos juntos às vias possíveis de obtenção do montante necessário para a execução da obra.

Para construção da nova captação de água, temos como alternativas, pleitear recursos do fundo perdido através da União (Governo Federal), financiar a obra junto aos bancos credenciados em programas do Governo Federal através do Ministério das Cidades e Fundação Nacional de Saúde (Funasa), firmar Parceria Público-Privada (PPP) ou ainda, investir recurso próprio com inserção na tarifa de água.

Porque a barragem do Ribeirão Graipu não é uma represa de armazenamento de água. Ela foi construída para melhorar as condições de captação da água mantendo o nível constante e também, com a finalidade de reter os sólidos preservando as instalações hidráulicas da estação elevatória de água bruta (“casa de bombas”).

A concepção do sistema de abastecimento de água da cidade de Guanhães é através de captação a fio de água, o que significa captar a água produzida pelo manancial (Rio). Uma captação a fio de água é sempre a de primeira escolha, quando o manancial possui disponibilidade hídrica (água), uma vez que as obras são mais viáveis financeiramente e os impactos ambientais, menores, quando comparados com as captações por represamento que requerem disponibilidade de grandes áreas com condição de barramento.

Nas captações por represamento ou barramento, os investimentos são geralmente mais altos, bem como os impactos ambientais. A barragem do Graipu não “segura” quantidade de água para um dia de abastecimento de nosso município.

O SAAE Guanhães possui a Autorização Ambiental para desassoreamento (retirada de sólidos sedimentáveis e areia) da captação do Ribeirão Graipu. A necessidade da limpeza foi avaliada, levando em consideração diversos fatores, como:
impacto ambiental, disponibilidade de uma fonte alternativa para abastecimento da cidade durante o processo de limpeza da barragem, investimentos financeiros para viabilização do processo, bem como as vantagens em relação ao aumento de água na represa após o procedimento.

Para a limpeza da captação, o tratamento de água precisará ser interrompido por tempo indeterminado, uma vez que o revolvimento de todo material sedimentado e estabilizado em seu leito ao longo dos anos, causaria um impacto grande na qualidade da água, além de alterar todo equilíbrio no ambiente, gerando também grande impacto ambiental. A água só poderá voltar a ser captada e tratada após a estabilização de sua qualidade nos parâmetros exigidos pela Lei Federal que determina a qualidade da água para consumo humano.

Como a barragem foi construída para melhorar as condições de captação de água e reter os sólidos que porventura possam atingir as instalações hidráulicas e bombas existentes no sistema, a limpeza do local não armazenaria quantidade significante de água que justifique tamanho investimento. A captação no Ribeirão Graipu não é uma represa de acumulação ou um represamento de grandes volumes.

A área inundada pelo barramento não acumula a quantidade de água necessária para abastecer o município de Guanhães em um dia, portanto o desassoreamento da mesma, não se justifica como medida para resolver a questão da falta de água ou até mesmo evitar um racionamento.

Essa é a ideia do SAAE Guanhães. Para construção de novas barragens, é necessário passar por, no mínimo, 05 (cinco) etapas:
- Etapa 01: Estudo de balanço hídrico e regularização de vazão, ou seja, é necessário saber se tem água suficiente para ser armazenada, qual é o tamanho da represa, quanto tempo ela levaria para encher, para quanto tempo a água represada poderia abastecer o município e qual é o melhor lugar para construir;
- Etapa 02: Com os dados de o estudo anterior, elaborar um projeto para construção da(s) barragem(s);
- Etapa 03: Licenciamento Ambiental para construção da(s) barragem(s);
- Etapa 04: Aquisição da(s) área(s) para construção da barragem;
- Etapa 04: Disponibilidade Financeira e Contratação da obra

O sistema de captação de água subterrânea (poços artesianos) é geralmente utilizado para atender principalmente, regiões com deficiência no abastecimento de água e as áreas de expansão urbana que ainda não possuem o fornecimento por rede pública.

Devem-se levar em consideração as inúmeras variáveis existentes no processo de perfuração, operação e manutenção dos poços, uma vez que a instalação de um poço artesiano estabelece uma comunicação direta entre a superfície do terreno e a água subterrânea.

A utilização irracional da água subterrânea pode acarretar o esgotamento do aquífero (rochas porosas e permeáveis, capazes de reter água), rebaixamento do nível d’água, bem como interferência em outros poços já existentes, comprometendo a qualidade e quantidade de água disponível.

Perfurar poços artesianos em nosso município não resolveria o problema de forma definitiva, uma vez que, a perfuração dos mesmos é sempre um risco com relação à quantidade e qualidade de água. Nossa região não é rica de água em seu subsolo e os gastos para manutenção de um sistema abastecido por manancial subterrâneo (como os poços artesianos) são relativamente altos. Um exemplo prático é o Distrito de Correntinho, com 476 economias de água, população de aproximadamente 1.500 habitantes e que necessita de 03 (três) poços artesianos para suprir o abastecimento de água.

Atualmente, o SAAE conta com 05 (cinco) poços artesianos disponíveis para integração a outras partes do sistema de abastecimento de água e caso seja necessário, poderão ser utilizados em determinadas localidades, por meios de manobras pré-estabelecidas. Com essa medida, a quantidade de água ofertada aumentaria. Investir em Poços Artesianos é uma opção cara e que não resolve o problema de nosso município em definitivo. Devemos ser responsáveis em nossas decisões de investimento por envolver dinheiro público.

Priorizamos para o momento, investir em ações mais assertivas, como a recirculação da água do processo de tratamento, integração de poços já existentes a zonas ainda não abastecidas pelos mesmos, aumentando o alcance do abastecimento, medidas de controle de perdas, campanhas educativas, dentre outras ações.

A perfuração dos poços localizados no bairro Aod Pereira e na saída para Sabinópolis, tratamse de uma tentativa frustrada de resolver o problema de abastecimento de água em nosso município.

O SAAE Guanhães, em 2016, após passar por racionamento de água e buscando medidas para minimizar o impacto ambiental causado pela atividade extrativista de minério na cabeceira do Ribeirão Graipu, firmou um acordo judicial com a mineradora, onde foram perfurados quatro poços artesianos, porém, apenas dois apresentaram vazão. A quantidade de água disponível é mínima e em um deles, ainda variável, a saber, 1,5 e 3,5 litros/segundo.

O acordo previa, por parte da mineradora, a perfuração dos poços com instalação de toda parte hidráulica e elétrica, bem como integração dos mesmos ao sistema de abastecimento de água, fato que não ocorreu até o presente momento. Esse processo judicial está em andamento e tramita na comarca de Sabinópolis

Sim. Atualmente, a capacidade instalada para tratamento da água é de aproximadamente 120 litros/segundos. E a quantidade tratada é de, em média, 64,5 litros/segundos. O SAAE Guanhães conta com duas Estações de Tratamento de Água (ETAs), sendo a mais antiga com capacidade de tratar 66 l/s, e a segunda, 54 l/s.

Aumentar a altura da barragem ou afundar a mesma, não resolveria nem diminuiria o problema de abastecimento de água no período de estiagem. A barragem não foi construída com a finalidade de acúmulo de água para abastecimento, portanto, ela não é uma represa de armazenamento.

A área inundada pela barragem armazena água insuficiente para abastecer Guanhães por um único dia. Considerando a quantidade de água que seria necessária para abastecer por um período de estiagem que pode chegar a 90 dias, haveria necessidade de armazenamento de quantidade muito superior à sua capacidade atual.

Isso levaria a intervenções inviáveis, pois aumentar a altura da barragem para armazenar esse volume implicaria na inundação da rodovia MG 259 e de várias áreas que não são de propriedade do SAAE Guanhães.

Rebaixar o leito do ponto de captação para armazenar essa mesma quantidade de água também é inviável e inseguro tendo em vista os riscos de um barramento desse porte. Os recursos que seriam necessários nesses tipos de intervenção são enormes e é mais viável investir na construção de represas de armazenamento ao longo do Graipu e/ou construção da nova captação no Corrente Canoa.

Pensar e agir coletivamente!!!
As palavras são: economizar e colaborar.
Utilizem a água de forma sustentável.

Compreender que o SAAE Guanhães passa atualmente por um período de reestruturação, de resgate de planejamentos iniciados anteriormente e que precisam ser executados. Saber que os investimentos na estruturação dos sistemas de água e esgoto estão constantemente sendo avaliados de acordo com disponibilidade de recursos financeiros.

Estamos resgatando as demandas, ações estão sendo tomadas dentro dos prazos e condições pré-estabelecidas pela burocracia do serviço público, tempos de engenharia e demais requisitos inerentes.

É importante que cada cidadão tenha a consciência de que a falta de água é um problema que atinge inúmeras cidades do nosso país. E o mais importante é termos a consciência de que a responsabilidade é de todos nós e podemos contribuir individualmente.

Os servidores do SAAE Guanhães são também usuários do sistema de abastecimento de água e diretamente atingidos pelas deficiências do mesmo, como a falta de água.

Somos usuários como você, usuário! Garantimos que estamos fazendo nossa parte da melhor maneira possível. Abrace essa causa conosco. Seja um parceiro do SAAE Guanhães.

Sim. A água utilizada para abastecer os caminhões pipa durante o racionamento de água é tratada e potável, atendendo ao que determina a Portaria do Ministério da Saúde N° 2.914 de 12 de dezembro de 2011 e Anexos XX e XXI da Portaria de Consolidação N° 05 de 03 de outubro de 2017. Utilizamos água proveniente de sistemas abastecidos por Poços Artesianos nos caminhões pipa e cumprimos integralmente o estabelecido nas legislações, realizando análises que são exigidas em cada carga, bem como registros dos dados considerados importantes para monitoramento, como horário do abastecimento, responsável, localidades abastecidas, tempo de enchimento do tanque, dentre outras. Todo o processo é realizado
com bastante seriedade, além de possuir responsável técnico habilitado.

Porque o SAAE Guanhães não tem poder de órgão fiscalizador. Sua missão é a de promover soluções nas questões relacionadas ao saneamento, em especial o fornecimento de água e coleta de esgoto, elevando a qualidade de vida da população de Guanhães e contribuindo para a preservação ambiental.

Áudios, comunicados, informativos, palestras e campanha estão sendo repassadas aos usuários por vários meios, com o objetivo de informar as ações realizadas pela autarquia.

Atendimento telefônico 24 horas: 0800 283 5031 ou (33) 3421-1531.
Atendimento presencial: Travessa dos Leões, nº 140, Centro – Guanhães/MG.
Horário de atendimento: 08h às 17h.
Endereço eletrônico para informações e comunicados: www.saaeguanhaes.com.br.
E-mail: [email protected] e [email protected]



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