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Tratamento

As condições topográficas da cidade permitem que os esgotos coletados sejam unificados, por gravidade, até as proximidades da estação de tratamento, isto é, o escoamento é feito em princípio, naturalmente, dos pontos mais altos para os pontos mais baixos, seguindo a declividade do terreno.

Quando o escoamento dos esgotos pela ação da gravidade não é possível, sob o ponto de vista técnico e econômico, é necessário o uso de elevatórias, para elevar o esgoto de um ponto para outro de cota mais elevada.

O sistema contará com uma Estação Elevatória Final (EEF), que recalcará todo o esgoto para as lagoas.

Estação de Tratamento de Esgoto

As instalações que tem por objetivo a remoção dos poluentes dos esgotos (redução de cargas poluidoras) antes do seu lançamento final. A ETE é composta das seguintes unidades:

  • Tratamento Preliminar com Gradeamento e Caixa de Areia,
  • Lagoas Facultativas

A grade e o desarenador (caixa de areia), quando instalados em linha, têm o objetivo de retirar todos os materiais grosseiros e sólidos finos carreados junto com o efluente. As grades removem sólidos que podem ocasionar problemas nos equipamentos subsequentes nas várias etapas do processo. Posteriormente, o efluente passará pelo desarenador onde será removida toda a areia do esgoto.

O tratamento com a utilização de lagoas facultativas consiste na retenção dos esgotos por um período de tempo longo o suficiente para que os processos naturais de estabilização da matéria orgânica se desenvolvam. O termo “facultativo” refere-se à mistura de condições aeróbicas e anaeróbicas. Em lagoas facultativas, as condições aeróbicas são mantidas nas camadas superiores próximas à superfície das águas, enquanto que as condições anaeróbicas predominam em camadas próximas ao fundo da lagoa.

As lagoas são construídas de forma relativamente simples, onde os esgotos entram em uma extremidade e saem na oposta. A matéria orgânica, na forma de sólidos em suspensão, fica no fundo da lagoa, formando um lodo que vai aos poucos sendo estabilizado por bactérias anaeróbias. O processo da fase líquida se baseia nos princípios da respiração e da fotossíntese: as algas existentes nos esgotos, na presença de luz, produzem oxigênio que é liberado pela fotossíntese. Esse oxigênio dissolvido (OD) é utilizado pelas bactérias aeróbias (respiração), que se alimentam da matéria orgânica em suspensão e dissolvida presente nos esgotos. O resultado é a produção de sais minerais (alimento das algas) e de gás carbônico (CO2).

As unidades apresentam as seguintes características:

  • Lagoa Facultativa

  • Número de Unidades

  • 2

  • Área da Lâmina Líquida

  • 6,57 ha

  • Profundidade Útil

  • 2,0 m

  • Tempo de Detenção (Final de plano)

  • 27,3 dias

  • Dados Finais do Sistema de Tratamento

  • Eficiência na remoção de DBO

  • 76,08%

  • Eficiência na remoção de Coliformes

  • 99,97%

As lagoas de estabilização que compõe o Sistema de Tratamento de Esgoto do SAAE são revestidas por Manta de Impermeabilização. Esta é de suma importância para o funcionamento da ETE já que protege o solo da lagoa e suas redondezas de eventual contaminação advinda do esgoto coletado para tratamento.

O efluente tratado passa por um controle de qualidade para atender aos padrões de lançamento exigidos pela legislação vigente e retorna ao Ribeirão Graipu.

A disposição adequada dos esgotos é essencial para a proteção da saúde pública e para a preservação do meio ambiente.

Um sistema de esgotamento eficiente evita a poluição dos solos e a contaminação das águas superficiais e subterrâneas, além de evitar a formação de perigosos focos de disseminação de doenças.